domingo, 24 de julho de 2011

Desperdício



À um certo Poeta


Perdi-me em águas de tempos
Esquecidos em minha memória
Vivo enrolado em narrativas que
Fazem de mim caçador de almas

Alimento-me delas para seguir
Para destino algum se já me perdi
E há tempos não sei quem sou
Ou para onde devo ir

Repito-me em ações que não
Me deixam enxergar meu eu,
Cavaleiro Templário desfigurado
Sem armadura de fé ou de ferro

Encontro-me apenas em quarto crescente
Quando minh’alma de poeta transborda
E faço de mim maior poeta de todos os tempos
Enquanto o lápis deslizar pelo papel

Image by Littlewing77 on DeviantArt

2 comentários:

Luciano disse...

Surpreendente que nos encontrmos em poemas escritos por outrem.
Obrigado pelo lirismo.

João Neto disse...

Eu sei que não foi para mim, mas essa estória de estar sempre no quarto crescente... hummm... foi meio que olhar o espelho.

Bjos para você, oráculo.
Abraços para o troglomacho Rock Star.