À um certo Poeta
Perdi-me em águas de tempos
Esquecidos em minha memória
Vivo enrolado em narrativas que
Fazem de mim caçador de almas
Alimento-me delas para seguir
Para destino algum se já me perdi
E há tempos não sei quem sou
Ou para onde devo ir
Repito-me em ações que não
Me deixam enxergar meu eu,
Cavaleiro Templário desfigurado
Sem armadura de fé ou de ferro
Encontro-me apenas em quarto crescente
Quando minh’alma de poeta transborda
E faço de mim maior poeta de todos os tempos
Enquanto o lápis deslizar pelo papel
Image by Littlewing77 on DeviantArt

2 comentários:
Surpreendente que nos encontrmos em poemas escritos por outrem.
Obrigado pelo lirismo.
Eu sei que não foi para mim, mas essa estória de estar sempre no quarto crescente... hummm... foi meio que olhar o espelho.
Bjos para você, oráculo.
Abraços para o troglomacho Rock Star.
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