segunda-feira, 12 de novembro de 2007

When shoes do not fit

Bob knew there was something different – not wrong – with him. To start with, he was not for all the war, starvation and poverty we can see on Earth – in all kinds and sense. Besides, he could not understand why people did not care about it. He used to find friends on weekends. He meant to have some fun. However he always felt alone in the crowd. People are so foolish. They only care about themselves. When they talk about somebody else he can feel envy in their words and steps. He could not see the point. Weren’t they supposed to have fun? So why did they spend a lot of time reffering to other people’s lives and to such small things like what clothes to wear for the next party or how many times someone got to have sex on the weekend? I may be coming back to the same theme but I could not help seeing how deep Bob is not concerned with these frivolous aspects we have in this world. Furthermore, we can always learn from other people’s experience. He knows he is not alone indeed and he has learned that being alone among these people is not a case of solitude but being higher. Now, whenever he finds himself in a situation like that, he flies to meet his mates in a galaxy far far away...


Zélia


domingo, 11 de novembro de 2007

Nossas palavras e coisas

Cadeira, lápis, computador, livro, relógio, perfume, batom, caderno, porta-retrato, terço, cd, controle remoto, mesa, anel, absorvente, camisola, camisa de time, copo, futebol de botão, creme de barbear, cartão de crédito, copo, chaveiro, furadeira, dinheiro, bola, caneta, caderneta, garrafa, selo, disquete, folheto ilustrativo, celular, conta, carta, jogo de xadrez, papel, sabão, porta tempero, abridor de garrafa, flor que saiu do jardim, embalagem vazia, papel com cheiro de chocolate, sapato, almofada, bolsa...
Palavras são coisas que guardamos em caixas de papelão sem saber se um dia vamos usá-las. E, na maior parte das vezes, sequer chegamos a usá-las.

Zélia



quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A fantástica viagem de Mariazinha em seu lindo balão

É realmente incrível o poder que algumas pessoas têm de entrar e sair a hora que querem. Mariazinha, entre outras coisas, tem isso. Ela é uma pessoa surpreendente. Eu digo “pessoa” como recurso de criação literária – todo bom escritor sabe como aproximar o leitor – porque Mariazinha, na verdade, é algo de outro planeta. É um ET, então! Não, não fuja. Ela não tem cara de ET. É até bonita. Tem curvas perfeitas e é muito, muito esperta. Cansou de andar a pé e de ver, em cada esquina, aquele monte de gente parecendo diferente mas com a mesma cara correndo de um lado para outro sempre à procura de. À procura da felicidade, do relógio perdido, do amor que não vem, da comida que falta, da música que já tocou, do filme com final feliz, do dinheiro que não dá, da lágrima que já rolou. À procura disso, daquilo e de mais um pouco... Não estar à procura faz de Mariazinha diferente. Mas ela não estressou, não. O estresse contribui para um futuro surgimento do mal de alzhaimer. “No stress” passou a ser o seu lema a partir do momento que ouviu o triste decreto. Só que era preciso mais. Mariazinha decidiu que jamais andaria em terra firme outra vez: nem à pé, nem de táxi, muito menos de ônibus. Ela encomendou um balão em uma daquelas esquinas por onde passa tanta gente diferente e igual ao mesmo tempo. O tempo agora era de liberdade. Enfeitou o tal balão com laçinhos cor-de-rosa, espalhou algumas flores, desenhou vários arco-íris por lá e colou uma jujuba em cada cantinho do balão. Moderna, não esqueceu o seu mp4, seu diário de bordo e seu livro preferido. Em sendo diferente, Mariazinha faz tudo igual todos os dias. Continuou suas atividades normalmente. Ela só não se preocupa se o gramado do vizinho é mais verde e nem procura coisas. O que mudou mesmo é que ela aprendeu a voar. Toda vez que ela se sente só no meio de toda aquela gente, ela entra no balão e sai daquela mesma cena. Troca de cenário e vê o mundo de onde tudo parece perfeito. Como um grande formigueiro, um dos sistemas mais perfeitos no mundo animal.


Zélia



domingo, 4 de novembro de 2007

Do Pensar ao Dispensar

Pensar
e
Dispensar
fazem parte de meu
cotidiano
Penso
no amor
na família
na natureza
no trabalho
na vida
no livro
no lixo
no luxo
na saúde
na doença
no filme
no poema
na canção
na injustiça
na fome
na morte
Dispenso
tudo que causa
dor
tristeza
angústia
Sigo meus dias
sem fingimento
- só representação –
Feliz
na medida exata
Sonhando
com um mundo
transformado
em meu...


Zélia