segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Errata

Dentro de um ônibus, Mariazinha, ouvira a mesma conversa duas vezes:

“– Trabalhar para viver e não trabalhar para morrer.”

Pensou: Não importa o lado da moeda. Ela deverá cair nas mãos do velho Caronte. Fechado o círculo, conclui-se: trabalhar para pagar a sua travessia pelo Aqueronte rumo ao destino final de todo simples mortal...


Zélia



sábado, 17 de novembro de 2007

Fim de temporada

Mesmo sem querer ganhei a corrida. Não sei como foi. Empurrei o pé no acelerador e quando dei por mim eu já estava na frente. Bandeira quadriculada em preto e branco. Assim como é a minha vida. Foi ali que eu percebi que não há cores no meu mundo - pelo menos não as cores que eu queria. Bem que ensaiei o meu desenho. Mas meus pincéis parecem ter ganhado vida em algum momento do filme. Pintaram a cena como quiseram. Mas espera aí... Por que estou aqui revirando a minha vida se acabo de ganhar? Ganhei a corrida. O prêmio é meu! Que prêmio mesmo? E o que eu vou fazer com isso aqui? Eu devia estar feliz e não estou. Talvez se eu começar a dizer que eu estou feliz as pessoas acreditem e eu mesma passe a acreditar que eu estou feliz. Então, a felicidade vai tomar conta de mim. Felicidade? O que é isso mesmo?...


Felicidade é não buscar justificativas para ser feliz. É não precisar dizer que está feliz. Felicidade é viver sem olhar para os lados ou para trás. É viver o agora tão intensamente que chegamos a esquecer quem somos, onde estamos, com quem estamos e o que estamos fazendo. Felicidade é o que de mais perto podemos chegar de Deus...


Zélia


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

After you

Shutting doors, opening windows. From text to text, I'll follow my way. Each turning page, one step higher. Mind and body in union to a perfect state of freedom...


Zélia




quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O Senhor das armas

Engraçado essa necessidade de certos escritores em escrever textos quilométricos e de palavras enfeitadas. Não sei onde eles querem chegar. O mundo vive fora dos livros. Não sabemos ler, não sabemos escrever, não sabemos falar e nem pensar. Qual a função, então, de um escritor? Não será “encher lingüiça” com suas palavras soltas ao vento, certamente. Todo escritor deveria se preocupar em ser o caminho que leva a outra margem. As palavras são como as sementes. Se não forem jogadas no lugar certo e da maneira correta, não comeremos os frutos. E não acredito que escritor é aquele que escreve e pronto. Um escritor tem que pensar em seu produto assim como uma mãe pensa em como criar seu filho. O escritor tem uma arma na mão. Arma de se fazer guerra em paz, sem derramamento de sangue. Feridos e mortos pode ser que surjam. Afinal, escolhas sempre machucam alguém e a morte nos leva ao renascimento. É assim que a vida deve seguir...


Zélia